O Arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas de origem vulcânica e está situado em pleno Atlântico Norte, a cerca de 1500 Km da costa ocidental do continente europeu e a, aproximadamente, 3900 km das costas da América do Norte.

Dada a sua localização, os Açores têm um clima com características tipicamente marítimas, que se traduz em temperaturas amenas, com pequena amplitude térmica, pluviosidade elevada e acentuada humidade relativa do ar. A temperatura média anual ronda os 17,4ºC.

A cultura da vinha, no Arquipélago dos Açores, remonta aos primórdios da sua colonização.

Aproveitando se da rusticidade da planta, o homem deu vida aos extensos mantos de magma consolidado. Rasgando fendas na lava ardida, favoreceu a deposição de resíduos orgânicos que viriam a formar o leito das jovens videiras.

Pela necessidade de arrumar a excessiva pedregosidade que impossibilitava a prática agrícola, ergueu os currais e abrigou a vinha dos efeitos perniciosos dos ventos marítimos. Este engenhoso sistema de protecção definiu na paisagem um monumental rendilhado de micro espaços separados por muros de pedra solta.

Introduzida por religiosos, a vinha assumiu, ao longo de vários séculos de história, um papel de relevo na economia agrária da região. Os vinhos de excepcional qualidade, obtidos principalmente da casta Verdelho, alcançaram os quatro cantos do mundo e conquistaram merecida fama em vários países,como a Inglaterra, Rússia e Brasil.

Na segunda metade do século XIX, a filoxera e as doenças criptogâmicas, arruinaram a quase totalidade dos encepamentos, do chamado “Verdelho Antigo”.

A substituição por materiais de origem americana (híbridos produtores directos), deram origem ao “vinho de cheiro”. Esse vinho de medíocre qualidade, mas fácil produção, assumiu um importante significado sócio cultural.

Contudo, o actual vinho verdelho, nobre de carácter, descendente directo do Verdelho antigo, conservou a sua raça em pequenos redutos das ilhas do Pico (Lajidos), Terceira (Biscoitos) e Graciosa. Estes espaços encerram um tesouro de experiências adquiridas e perpetuadas ao longo dos séculos, por herança legada às gerações seguintes e sabiamente conservada.

As acções de reconversão da vinha realizadas, permitiram uma recuperação significativa do vinho Verdelho tradicional, tendo sido também introduzidas com êxito novas castas de origem Europeia e novos sistemas de condução da vinha.

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Fonte texto: 
Comissão Vitivinícola Regional dos Açores - CVR Açores
Fonte foto: 
Comissão Vitivinícola Regional dos Açores - CVR Açores