O arquipélago dos Açores, localizado em pleno oceano Atlântico, distingue-se pelos solos vulcânicos e clima profundamente marítimo. E que, apesar do elevado nível de precipitação e humidade atmosférica, apresenta temperaturas amenas durante todo o ano inteiro. Estas condições tão particulares obrigam a que a vinhas sejam plantadas em locais abrigados ou protegidos. Os chamados “currais” são muros de pedras construídos com o propósito de envolver toda a vinha, protegendo-a do vento e do ar salgado do mar, possibilitando a sua produção. Em 1994 foram criadas as Denominações de Origem Graciosa, Biscoitos (na ilha Terceira) e Pico. Na Graciosa produz-se vinho branco a partir das castas Verdelho, Arinto, Terrantez, Boal e Fernão Pires. Na ilha Terceira, na região de Biscoitos, as castas Verdelho, Arinto e Terrantez são utilizadas para elaborar vinho generoso. As mesmas castas são plantadas no Pico onde se produz o generoso da ilha do Pico, considerado o melhor vinho produzido na região. Atualmente, existem na ilha do Pico, duas zonas demarcadas: DOP (Denominação de Origem Protegida), para produção de Vinhos Licorosos, a partir das castas (recomendadas) Verdelho, Arinto e Terrantez; e DOC (Denominação de Origem Controlada), para a produção de vinhos de qualidade, nomeadamente brancos, mas também espumantes, em que 80 por cento do mosto tem de provir das castas Arinto dos Açores, Terrantez do Pico e Verdelho.

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