Muito apreciados pelo sexo feminino, os vinhos Rosé caracterizam-se pela sua leveza e frescura que tão bem acompanha uma salada ou um prato de carne ou peixe. Podendo ser produzidos com recurso a uvas brancas ou tintas, a escolha do processo de fabrico dita as suas principais características.

Sendo geralmente consumidos jovens, entre o primeiro e terceiro ano de produção para que a sua frescura e acidez sejam aproveitados ao máximo, os vinhos Rosé são elaborados através de vários processos, utilizando-se tanto uvas brancas quanto tintas, tendo o enólogo total controlo sobre a cor do vinho que é produzido.

Neste âmbito, apesar do processo mais utilizado ser em tudo semelhante ao vinho tinto, sendo a sua cor obtida  através do contato com as cascas das uvas tintas durante o processo de fermentação, outros há que fazem deste um produto vinícola único.

Destacamos, assim,  a maceração curta, o corte e a sangria como os três processos de fabrico mais utilizados.

A maceração é o nome dado ao período em que o mosto permanece em contato com as partes sólidas da uva (a casca).

O tempo de contato é o que determina o quão intensa será ou não a cor do vinho e, no caso dos rosés, um tempo curto de maceração, que geralmente dura apenas algumas horas, é suficiente para extração da sua cor tão característica.

No caso da produção de vinhos tintos, em comparação, o período de maceração pode durar dias ou semanas.

Muito utilizado para elaborar vinho rosé espumante na região de Champagne, em França, o corte caracteriza-se por misturar vinhos tintos e brancos já vinificados, ou seja, após a fermentação.

Quanto à sangria, pode dizer-se que esta é uma forma alternativa de produzir vinho rosé de qualidade através da elaboração de vinhos tintos.

Apesar de ser, no entanto, o processo menos utilizado, este consiste em retirar, durante o processo de maceração das uvas tintas, parte da mistura interrompendo o processo de fermentação.

Os vinhos produzidos com este método costumam ser rosés mais escuros, mais encorpados e mais alcoólicos.

Entre as variedades de uva mais utilizadas no fabrico do vinho rosé destacam-se a Pinot Noir e Merlot que dão origem a vinhos mais leves e claros ou a Sangiovese, Malbec e Syrah que resultam em vinhos mais escuros e encorpados.

Para além de serem consumidos jovens, os Rosés devem ser servidos, de um modo geral, entre os 8° e os 12°C. 

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